domingo, 29 de maio de 2011


Vês-me a alma, tal qual ela é. Mas nada fazes para a confortar. Fraco.

fotografia por João P. Nunes

terça-feira, 3 de maio de 2011

it could be sweet

Ninguém entenderia do que somos feitos. Sonhos devassos que nos expõe a alma e chocam qualquer tipo de bom senso. Busca (eterna) de algo que já sabemos não encontrar ou sequer existir. Somos nós. Eternos imcompreendidos? Quem quer saber disso? Não há vergonhas por ser assim; pelo menos para mim, para ti e para nós.
O que me junta a ti, o que nos junta a nós, é o imcompreensível, o admirável, a atracção que nos cativa e motiva mutuamente. Tão mal e tão bem nos faz. Não consigo largá-la. E tu... tu não queres. Escravos um do outro? Dirias, imediatamente, que não. Apesar disso tenho as minha reservas quanto a tão delicada questão. Afinal de contas somos nós, não há regras. Mesmo que as houvesse seriam por nós quebradas. Gostamos do invulgar, do proibido, do que não está ao alcance. Partilhamos tanto com tanta diferença.
O abandono mútuo serviu para perceber que os nosso laços não são banais ou meras emoções simples, é tavez a invenção de algo novo - ao nosso estilo: complexo, profundo e estranho. É algo recorrente, desapropriado, reconfortante, secreto, compartilhado por duas pessoas tão diferentes quanto iguais.
Nós. Tanto nós.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Desassossego #1

"Repudiei sempre que me compreendessem. Ser compreendido é prostituir-se. Prefiro ser tomado como o que não sou, ignorado humanamente, com decência e naturalidade."

Bernardo Soares

quarta-feira, 30 de março de 2011

Devaneios de uma mente cansada

O amor, quando não moderado, é algo que não faz bem. Fruto do egoísmo e do egocentrismo pode despertar as mais penosas e tenebrosas emoções. O que outrora fazia tão bem, passa agora a crucificar e a martirizar a mais alegre criatura.
Quando não sentido em partes iguais é ingrato. O amor é ingrato. O amor é feio. Criamos barreiras inatingiveis, pensamos nós, para chegar apenas uma pessoa e as derrubar com o mínimo esforço.
Somos nós. Ingénuos seres humanos que ainda acreditam no amor, que o amor se concretizará e que ficará tudo bem. O final feliz não é algo que exista verdadeiramente. Mas a utopia faz-nos bem. Dá-nos força para algo mais.
O amor serve como inspiração. Como motivação para alcançar objectivos. De resto, só nos serve para desacreditarmos cada vez mais nas pessoas. Desilusões.

quinta-feira, 17 de março de 2011

"Porque é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo."

O amor é fodido por Miguel Esteves Cardoso